Eles entram no quarto. Ele logo atrás dela.
- Você sabe como funciona, né? pergunta ela fechando a janela.
- Sim, sei...claro! ele responde mostrando-se entendido e seguro do que fora fazer ali.
- O pagamento, sabe? ela insiti na ignorância dele.
- Não, não sei. Ceder e banlançar a cabeça foi a única maneira que ele encontrou para entender qual era a dela. Uma fraca escuridão já tomava conta de todo o quarto.
- São 30 reias para mim e 10 pelo quarto. Ao mesmo tempo em que ela lhe explicava como "a coisa funcionava" ela tirava a blusa. Seus seios, lentamente, iam aparecendo, até que ela tirou toda a blusa e seus seios médios, duros e enfeitiçantes estavam todo a mostra. Por Deus, como ele queria tocar e chupar aqueles peitos.
- Só tenho vinte reais. Ele disse isso com uma cara de menino-pidão, para que ela tivesse pena dele e aceitasse a pouca quantia que ele possuía. As mulheres são sentimentais. Mesmo que aqueles seios, aquelas pernas, aquela bunda, aquele rosto e cabelos soltos formassem, num todo, o corpo de uma puta(e que puta!) que estava trabalhando para comer o pão de cada dia, ela aceitaria o que ele tinha e por aquele momento faria dele um dos homens mais feliz do mundo. Não fez. Ela é mulher, puta, mas não é boba.
- Não, não, nada feito. Foi a setença dela, balançado o dedo indicador.
- Mas no jornal tava dizendo que tava em promoção. Que era 5 reais. ele tentou convencê-la. Para ter aqueles seios em suas mãos ele argumentaria até o último minuto.
- Cinco reais não paga nem uma chupada. Não comigo. Ela desestiu de tirar o short que já chegava nos joelhos. Usava calcinha branca. Pegou a blusa que estava em cima da cama e vestiu. Passou por ele e abriu as janelas. Nesse dia, ver os raios de sol da tarde de domingo foi para ele como ver um dia cinza e nublado, pronto para cair uma tempestade.
- Tudo bem. disse resignado. Ele entendia e não tinha mais nada a dizer. Saiu atrás dela e desceu as escadas que dava para a rua. Um grupo de mulheres que estavam conversando no fim da escada que ele descia, foram assustadas pelo grito de uma mulher mais velha, a dona dos quartos. "vamo trabalhar, vamo trabalhar!" Uma das mulheres que não era nem um pouco como aquela que o tinha dispensado, passou por ele e o encarou, como se tivesse dizendo: "estou disponível".
- Ei, quanto você cobra?
- Cobro vinte reais!
O dia não foi tão cinza e nublado como poderia ter sido.